Saturday, July 7, 2012
Wednesday, March 19, 2008
Deus;e os motivos para minha descrença.
Que Deus?
Boss AC
Composição: Indisponível
Há perguntas que têm que ser feitas...Quem quer que sejas, onde quer que estejas,Diz-me se é este o mundo que desejas,Homens rezam, acreditam, morrem por ti,Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi,Vejo tanta dor no mundo pergunto-me se existes,Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes?Se ensinas o bem porque é que somos maus por natureza?Se tudo podes porque é que não vejo comida á minha mesa?Perdoa-me as dùvidas, tenho que perguntar,Se sou teu filho e tu amas porque é que me fazes chorar?Ninguém tem a verdade o que sabemos são palpitesSe sangue é derramado em teu nome é porque o permites?Se me destes olhos porque é que não vejo nada?Se sou feito á tua imagem porque é que durmo na calçada?Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?Porquê?!Porquê que os Homens se comportam como irracionais?Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?Porquê que a Paz não passa de ilusão?Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitasE se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...Eu acredito é na Paz e no Amor...Por favor não deixes o mal entrar no meu coração,Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição,Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos,E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?Ás vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra,Não deixes crianças sofrer pelos adultos,Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos,Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem,Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém,Passo noites em branco quase sem dormir a pensar,Tantas perguntas, tanta coisa por explicar,Interrogo-me, penso no destino que me deste,E tudo que acontece é porque tu assim quiseste,Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?Se calhar desse lado está a felicidade mais pura,Mas se nada fiz, nada tenho a temer,A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer...Porquê que os Homens se comportam como irracionais?Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?Porquê que a Paz não passa de ilusão?Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitasE se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...Eu acredito é na Paz e no Amor...Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei,Quanto mais chamo o teu nome menos entendo o que te chamei!Por mais respostas que tenha a dúvida é maior,Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor,Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim,Penso na origem de tudo e penso como será o fim,A morte é o fim ou é um novo amanhecer?Se é começar outra vez então já posso morrer...(Ao lado ainda arde, a barca da fantasia,o meu sonho acaba tarde,acordar é que eu não queria...)
Boss AC
Composição: Indisponível
Há perguntas que têm que ser feitas...Quem quer que sejas, onde quer que estejas,Diz-me se é este o mundo que desejas,Homens rezam, acreditam, morrem por ti,Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi,Vejo tanta dor no mundo pergunto-me se existes,Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes?Se ensinas o bem porque é que somos maus por natureza?Se tudo podes porque é que não vejo comida á minha mesa?Perdoa-me as dùvidas, tenho que perguntar,Se sou teu filho e tu amas porque é que me fazes chorar?Ninguém tem a verdade o que sabemos são palpitesSe sangue é derramado em teu nome é porque o permites?Se me destes olhos porque é que não vejo nada?Se sou feito á tua imagem porque é que durmo na calçada?Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?Porquê?!Porquê que os Homens se comportam como irracionais?Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?Porquê que a Paz não passa de ilusão?Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitasE se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...Eu acredito é na Paz e no Amor...Por favor não deixes o mal entrar no meu coração,Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição,Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos,E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?Ás vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra,Não deixes crianças sofrer pelos adultos,Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos,Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem,Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém,Passo noites em branco quase sem dormir a pensar,Tantas perguntas, tanta coisa por explicar,Interrogo-me, penso no destino que me deste,E tudo que acontece é porque tu assim quiseste,Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?Se calhar desse lado está a felicidade mais pura,Mas se nada fiz, nada tenho a temer,A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer...Porquê que os Homens se comportam como irracionais?Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?Porquê que a Paz não passa de ilusão?Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitasE se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...Eu acredito é na Paz e no Amor...Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei,Quanto mais chamo o teu nome menos entendo o que te chamei!Por mais respostas que tenha a dúvida é maior,Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor,Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim,Penso na origem de tudo e penso como será o fim,A morte é o fim ou é um novo amanhecer?Se é começar outra vez então já posso morrer...(Ao lado ainda arde, a barca da fantasia,o meu sonho acaba tarde,acordar é que eu não queria...)
Tuesday, May 22, 2007
sociedade hedionda
como ainda nao escrevi nada pro meu blog ,resolvi copia um texto muito interresante sobre a verdadeira realidade no brasil.
sociedade hedionda
Estudos recentes mostram que a probabilidade de que um preso brasileiro tenha vindo de uma família miserável é o dobro do que para o resto da população. Revelam também que pessoas com menos de seis anos de estudo têm duas vezes mais chances de estarem presas do que pessoas educadas. Por isso, a desigualdade social tem sido apontada como a principal causa da violência, ao lado da falta de escolaridade. Dessa forma, medidas mais duras contra o crime, inclusive a redução da maioridade penal, seriam, aparentemente, medidas contra os pobres. Até porque os ricos, com seus advogados e influência sobre a polícia e a justiça, terminam escapando da prisão. Mas os que defendem o maior rigor das leis insistem que suas propostas não são contra os pobres, porque eles são pacíficos.De fato, os pobres brasileiros são pacíficos. Há séculos, no campo, os pobres brasileiros sem-terra assistem, pacificamente, seus filhos morrerem de fome, enquanto as grandes empresas exportam comida. Nas cidades, pobres pedem esmolas com filhos esfomeados em frente a supermercados abarrotados de comida; ou com filhos doentes, em frente a farmácias repletas de remédios. Pacificamente, famílias inteiras vivem embaixo de viadutos, ao lado de luxuosos condomínios.Os pobres brasileiros são obviamente pacíficos. Pacíficos até demais, diriam alguns. Afinal, assistir pacificamente aos filhos morrerem de fome ou doença, ao lado da comida e do remédio, é um pacifismo tão radical que chega a ser antinatural. É um respeito pacífico à lei dos homens, mas totalmente contrário às leis da natureza. A história do Brasil é um romance de pacifismo, aceitação e conformismo dos pobres, ante a desigualdade e o acinte da riqueza.Têm razão os que defendem que todos os criminosos sejam punidos, independentemente da classe social, se pobres ou ricos. Porque os pobres são pacíficos, mas a pobreza é uma violência. E mais, é uma fábrica de mais violência.Mas também devem ser punidos aqueles que fabricam a violência, por ação ou omissão; aqueles que constroem uma sociedade perversa, hedionda, criminosa ela própria. Até porque o perdão a criminosos é uma injustiça contra a imensa massa de pobres, que são as maiores vítimas da maldade dos bandidos.Porém, o que vale para a maioria da pobreza não vale para toda pessoa. Um jovem educado, com futuro assegurado, tem muito menos incentivo para cair no crime; mesmo assim, alguns terminam caindo. Um jovem sem futuro, sem educação para buscar uma alternativa na vida, assistindo à violência maior da abundância ante a miséria, tem um incentivo imediato para aderir à criminalidade; mesmo assim, nem todos caem no crime. E aqueles que tiverem caído devem ser punidos. Porque os pobres são pacíficos, mas a pobreza é violenta em si, e fabricada, e nem todos resistem às necessidades, aos desejos de consumo, ao abandono, à ostentação dos outros. E terminam contaminados pela maldade da sociedade perversa, até caírem na perversidade individual do crime.Assassinar é um crime gravíssimo, não importa a idade do criminoso. Assassinar um menino arrastando-o pelas ruas do Rio de Janeiro é um crime mais que gravíssimo, horroroso. Mas também é um crime hediondo deixar milhares de meninas, a partir dos nove anos de idade, serem arrastadas vivas pelas ruas e praias do Brasil como prostitutas infantis. Também é preciso punir o crime de impedir os homens-sem-terra de trabalharem em um pedaço de terra-sem-homens.Alguns bandidos são violentos, outros assim ficaram. E ficaram por causa de alguma falha na sua formação, no decorrer de sua infância e adolescência. Os que cometem os crimes têm de ser punidos. Principalmente os que fabricaram os criminosos que poderiam ter tido outro rumo na vida.
(Escrito por: Cristovam Buarque ,politico)
sociedade hedionda
Estudos recentes mostram que a probabilidade de que um preso brasileiro tenha vindo de uma família miserável é o dobro do que para o resto da população. Revelam também que pessoas com menos de seis anos de estudo têm duas vezes mais chances de estarem presas do que pessoas educadas. Por isso, a desigualdade social tem sido apontada como a principal causa da violência, ao lado da falta de escolaridade. Dessa forma, medidas mais duras contra o crime, inclusive a redução da maioridade penal, seriam, aparentemente, medidas contra os pobres. Até porque os ricos, com seus advogados e influência sobre a polícia e a justiça, terminam escapando da prisão. Mas os que defendem o maior rigor das leis insistem que suas propostas não são contra os pobres, porque eles são pacíficos.De fato, os pobres brasileiros são pacíficos. Há séculos, no campo, os pobres brasileiros sem-terra assistem, pacificamente, seus filhos morrerem de fome, enquanto as grandes empresas exportam comida. Nas cidades, pobres pedem esmolas com filhos esfomeados em frente a supermercados abarrotados de comida; ou com filhos doentes, em frente a farmácias repletas de remédios. Pacificamente, famílias inteiras vivem embaixo de viadutos, ao lado de luxuosos condomínios.Os pobres brasileiros são obviamente pacíficos. Pacíficos até demais, diriam alguns. Afinal, assistir pacificamente aos filhos morrerem de fome ou doença, ao lado da comida e do remédio, é um pacifismo tão radical que chega a ser antinatural. É um respeito pacífico à lei dos homens, mas totalmente contrário às leis da natureza. A história do Brasil é um romance de pacifismo, aceitação e conformismo dos pobres, ante a desigualdade e o acinte da riqueza.Têm razão os que defendem que todos os criminosos sejam punidos, independentemente da classe social, se pobres ou ricos. Porque os pobres são pacíficos, mas a pobreza é uma violência. E mais, é uma fábrica de mais violência.Mas também devem ser punidos aqueles que fabricam a violência, por ação ou omissão; aqueles que constroem uma sociedade perversa, hedionda, criminosa ela própria. Até porque o perdão a criminosos é uma injustiça contra a imensa massa de pobres, que são as maiores vítimas da maldade dos bandidos.Porém, o que vale para a maioria da pobreza não vale para toda pessoa. Um jovem educado, com futuro assegurado, tem muito menos incentivo para cair no crime; mesmo assim, alguns terminam caindo. Um jovem sem futuro, sem educação para buscar uma alternativa na vida, assistindo à violência maior da abundância ante a miséria, tem um incentivo imediato para aderir à criminalidade; mesmo assim, nem todos caem no crime. E aqueles que tiverem caído devem ser punidos. Porque os pobres são pacíficos, mas a pobreza é violenta em si, e fabricada, e nem todos resistem às necessidades, aos desejos de consumo, ao abandono, à ostentação dos outros. E terminam contaminados pela maldade da sociedade perversa, até caírem na perversidade individual do crime.Assassinar é um crime gravíssimo, não importa a idade do criminoso. Assassinar um menino arrastando-o pelas ruas do Rio de Janeiro é um crime mais que gravíssimo, horroroso. Mas também é um crime hediondo deixar milhares de meninas, a partir dos nove anos de idade, serem arrastadas vivas pelas ruas e praias do Brasil como prostitutas infantis. Também é preciso punir o crime de impedir os homens-sem-terra de trabalharem em um pedaço de terra-sem-homens.Alguns bandidos são violentos, outros assim ficaram. E ficaram por causa de alguma falha na sua formação, no decorrer de sua infância e adolescência. Os que cometem os crimes têm de ser punidos. Principalmente os que fabricaram os criminosos que poderiam ter tido outro rumo na vida.
(Escrito por: Cristovam Buarque ,politico)
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